sábado, 6 de fevereiro de 2010

Thoughts

Vamos festejar, sair, destruir!
Incomodar as pessoas com a nossa presença.
Fazer qualquer coisa que nos faça sentir vivos,
correr perigos,
criar riscos,
só pelo prazer de os sentir.
Mas como o concretizar se, 
sozinho 
eu me sinto,
não por ter 
amigos,
conhecidos.
O problema é,
que todos me parecem, estranhos.
Não tenho prazer na solidão, 
mas o meu modo de vida, de ver
o mundo,
torna todo o resto,
imundo.
Procuro incessantemente algum,
recado,
um significado,
algo que valha a pena viver.
Amizade é passageira,
construída de momentos.
Paixão tão depresssa aparece,
como arrefece.
Laços familiares,
não passam de pilares 
desfeitos...
Tudo é fabricado
para satisfazer, 
a memória ignorante.
O destino do pensante,
é partilhado por ele próprio.

Quem Poderá Calcular a Órbita da sua Própria Alma?
As pessoas cujo desejo é unicamente a auto-realização, nunca sabem para onde se dirigem. Não podem saber. Numa das acepções da palavra, é obviamente necessário, como o oráculo grego afirmava, conhecermo-nos a nós próprios. É a primeira realização do conhecimento. Mas reconhecer que a alma de um homem é incognoscível é a maior proeza da sabedoria. O derradeiro mistério somos nós próprios. Depois de termos pesado o Sol e medido os passos da Lua e delineado minuciosamente os sete céus, estrela a estrela, restamos ainda nós próprios. Quem poderá calcular a órbita da sua própria alma?

Oscar Wilde, in 'De Profundis'  fonte: citador

 

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