domingo, 28 de fevereiro de 2010

Thoughts

Amor é medo
Medo de nunca o ver, encontrar, o deixar passar.
De passar o tempo a pensar em encontros imaginários,
a imaginar sorrisos, discursos, toques, trocados com um anjo.

Medo de ser engolido numa flamejante fogueira de emoção,
não ser correspondido e morrer fulminado de frustração.
De ser devorado pela sombra que se ergue do virar de costas.

Medo de matar de tédio o amor com as palavras ditas.
Do suor da palmas das mãos invadir todos os poros
até não ser mais que uma poça de água tépida e fétida.
Do nó da garganta não desatar e para sempre ficar
enfeitado no pescoço um ridículo e frondoso laço.
De levar uma caricia condescendente no rosto
e um beijo de compaixão receber para adormecer a dor.

Medo de ver na cara do amor uma expressão de horror,
das calorosas rugas que habitam nas arestas dos lábios,
sejam abandonadas por umas gélidas rugas na testa.
De ouvir um esgar de admiração mortificado de reprovação.

O verdadeiro amor derrota todos os medos!
p.s - nada mau para um domingo e depois de uma noite perdida, sim convence-te disso!  
pps - amanha se tiver tempo acabo isto e revejo o velha e o espantalho que aquilo está horrivel. 



 só quero sentir hoje (as mais conhecidas):






Pai não me queres arranjar 40 euros?

Parece que mais alguém tem uma "disfunção" parecida com a minha! Tenho de lhes enviar um mail, some cool shit dudes. E o mais fixe é que estão a ver se conseguem vir para terras lusas. Os senhores são Aitch & Saddo e vale a pena guardar o link do blog.

Bipole!!!

Disorder!!!

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Thoughts

...
Coço a barba, vejo as porcarias que tinha para ver no facebook, penso em ir ler alguns mails - Nah! vou afundar-me na cadeira e coçar a barba - oiço as músicas que meti no blog e no facebolas à procura de alguma inspiração, olho para o livro rosa que acabei ontem e para estante, embora o próximo livro há muito que está escolhido.  - É aquele! É aquele! Que vai trazer as respostas. -  Escrevo porque prometi a mim mesmo que ia escrever qualquer coisa todos os dias, até um dia quebrar mais uma promessa. Passo a maior parte da vida a quebrar promessas que faço a mim próprio o que é estúpido porque as promessas que faço com outras pessoas só por algum motivo mais forte é que não as cumpro, deve ser porque é fácil ser desleal comigo próprio. Do não cumprir da promessa, só a minha pessoa em principio sai desiludida, o que é estúpido também porque se for a pensar ao não cumprir uma promessa vou-me sentir mal, ao estar mal disposto vou estar rodeado de nuvens negras e a todos vou molhar. 
Geralmente as nuvens conseguia afastar ou pelo menos por uma redoma de vidro à minha volta e dos que me rodeiam para ninguém sair encharcado, mas as nuvens não desapareceram invés foram engrossando e na redoma o oxigénio é cada vez mais escasso e o que parecia ser uma solução acabou por ser um inferno. Tento não me preocupar muito, tudo é efémero a tempestade há-de passar, lá estou eu com estas tretas de auto-motivação. E da auto-motivação passo a relembrar o que outras pessoas disseram para tentar fazer algum sentido o que eu estou a pensar e para pensar que não sou o único a pensar assim. O Frederico disse que há certas pessoas onde é normal viverem com um certo grau de tristeza isso não significa que sejam infelizes, felizes mergulhados na tristeza é possível mas é um pouco parvo também devias estar a procura da explicação do porque de tanta tristeza. A Florbela disse que a beleza está em saber apreciar as pequenas coisas, imagino que seja o transpor para outros mundos ao correr das palavras, deixar levar pelo som de uma música, sentir o vento a passar por ti, a chuva a escorrer por ti, o sol a brilhar na tua face, a areia deixar passar pelos dedos, os mergulhos no mar, as risadas que ouves, o cheiro dos cozinhados, o calor que emana das multidões, desconfio que ela também estava a procura de auto-motivação. A verdade é que as pequenas coisas são efémeras, não passam de guarda-chuvas que mais tarde vão se partir, de coloridos arco-íris que desvanecem sem nunca encontrarmos o pote de ouro. 
Dizem que a felicidade também pode ser encontrada através da concretização de objectivos, trabalhar em algo que gostas, religião, mas tudo não passam de drogas para esquecer, abstrair, para não pensar, para viveres sem perguntar porquê. Agora comigo não dá, nasci formatado com um porquê na boca, que mais activo fica quando estou no meio da tempestade. 
Concluindo a formula para a felicidade não se encontra escrita nos livros, também não passam de pensamentos de outras pessoas que também se interrogavam o porquê de por vezes estarem rodeados de nuvens, aliás quando mais lês mais racional ficas e a felicidade é intuitiva quando mais a procuras e pensas o que ela é mais difícil é de a encontrares. 
Conselho, vive a vida, não existe nenhum grande plano pré-destinado e traçado da tua vida, és tu que o traças e nenhum plano é estúpido, vão haver coisas que te hão-de levar a fazer coisas que achas que são ridículas, outras que não vais fazer por ter medo de cair no ridículo, tenta ignorar isso e fazer o que te apetece. Pensa mas não penses em demasia de forma a impedir a acção. 
SIM PROMETO....

pssst não estas a confundir a felicidade com a objectividade da vida? 
- FELICIDADE é VIDA!
   

Bipole!!!

Disorder!!!

Amor Desmistificado
O sentimento de um homem apaixonado produz por vezes efeitos cómicos ou trágicos, porque em ambos os casos, é dominado pelo espírito da espécie que o domina ao ponto de o arrancar a si próprio; os seus actos não correspondem à sua individualidade. Isto explica, nos níveis superiores do amor, essa natureza tão poética e sublimadora que caracteriza os seus pensamentos, essa elevação transcendente e hiperfísica, que parece fazê-lo afastar da finalidade meramente física do seu amor. É porque o impelem então o génio da espécie e os seus interesses superiores. Recebeu a missão de iniciar uma série indefinida de gerações dotadas de determinadas características e constituídas por certos elementos que só se podem encontrar num único pai e numa única mãe; só essa união pode dar existência à geração determinada que a objectivação da vontade expressamente exige. O sentimento que o amante tem de agir em circunstâncias de semelhantes transcendência, eleva-o de tal modo sobre as coisas terrestres e mesmo acima de si próprio, e tranforma-lhe os desejos físicos numa aparência de tal modo suprasensível, que o amor é um acontecimento poético, mesmo na existência do homem mais prosaico, o que o faz cair por vezes em ridículo.

fonte: O citador - Arthur Schopenhauer

Sim muito poético Artur!






sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Thoughts

A Velha e o Espantalho 
Numa quinta existia um espantalho que de espantalho não tinha grande coisa, os corvos gostavam de o assombrar pousar no seu ombro e sussurrar-lhe aos ouvidos que embora de palha fossem construídos, ouviam igual ou ainda melhor do que um ouvido de um qualquer animal. Sussurram-lhe histórias e estórias que não existem, inventam factos só para o atormentar, para o por a tremer só de imaginar tais actos. Ao principio quando ainda era novo o espantalho os corvos conseguia espantar e ignorar, mas com o passar do tempo os ombros foram vergando as histórias dos corvos que não existiam passaram a existir, algumas por mero acaso, outras porque só dois finais poderiam existir um feliz e um infeliz, as leis das probabilidades não o favoreceram. Já indiferente, ele corvos foi deixando pousar nos seus ombros, até os corvos formarem um autêntico bando nos ombros cada vez mais curvados do triste espantalho.
Existia uma velha que nada tinha de velha, desde pequena que decidiu que para sempre queria ser criança, não ligar as preocupações do mundo dos "adultos" tudo os que tornavam chatos, insensíveis, falsos e mentirosos, era por isso que a velha que não tinha nada de velha ninguém sabia a idade, sabiam que ela sempre existiu. Histórias ela adorava de ouvir e contar, histórias que ela aprendeu com o convívio com outras pessoas, pois ela amava o contacto com outras pessoas especialmente as crianças e as suas histórias que ela depois transformava em contos que levavam as pessoas a viajar por um mundo onde não existia tristeza, tudo era inocente e feliz. A velha tive vários pretendentes, amantes mas nenhum a verdadeiramente compreendia e por causa disso sempre se sentiu vazia.
Um dia nos seus passeios de bicicleta a velha, cruzou-se com uma figura curvada num campo de milho, era o espantalho que de tanto corvo que deixou pousar nos seus ombros estava prestes a cair e no chão ia ficar esquecido até ser devorado pelo passar das estações indiferentes ao estado do espantalho. A velha atravessou o campo, enxotou os corvos, endireitou o espantalho e contou-lhe várias histórias. 
Todos os dias agora a velha passava por aquele campo, espantava os cada vez mais escassos corvos e contava ao espantalho uma história. O espantalho que de espantalho não tinha grande coisa, já não se curvava e a velha que nada tinha de velha já não se sentia vazia.
Os dois acordavam só com uma coisa no pensamento, quando se voltavam a encontrar, quando é que novamente os seus cheiros de novo se misturavam, quando é que ouviam e contavam histórias. Por vezes passava pela cabeça do espantalho a raiva de estar agarrado aquele corpo o de ter a boca cosida, a velha o facto de ninguém quer aquele corpo e entristecida pensava que o espantalho só a compreende porque não pode falar e mover-se.
No final de um dia em que o tempo é esquecido o espaço imaginado, a velha aproximou-se do espantalho acariciou a face de serapilheira do espantalho, a medida que ia passando com os dedos os fios de palha iam desaparecendo ao mesmo tempo que as rugas da velha também desapareciam, o renovado e novo cabelo dos dois entrelaçaram-se, o fio que cosia a boca do espantalho caiu e uma boca que tanto queria falar agora nada dizia surgiu chocando com os lábios da nova velha, os dois nos seus novos corpos desapareceram, para ficar para sempre num sítio onde o tempo é esquecido e o espaço imaginado.

p,s - livrar de alguns clichés, melhorar o final(melhorar tudo) rascunho, tv mudar o nome de velha. Geezzz, enfim tudo hei-de resolver amanha se o tempo for amigavél!
pps - "Vai ler a gramática"?!
ppps - FUCK THE RULES!!!

some music (nem sabia que existia a porra de uma música chamada scarecrow):


 

Bipole!!!

Disorder!!!

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Thoughts

Amanhã
Amanha vou acabar tudo o que tenho para acabar!
Responder ao convite para a festa chata,
à mensagem errada que alguém enviou.
Arrumar a secretária e as contas organizar
e pensar numa forma de as riscar da acta.
Falar directamente com quem me magoou
e abraçar quem indirectamente magoei.
Amanhã vou deixar tudo o que tenho para deixar!
Deixar crescer a barba até fazer rasta,
o tempo passar só para algo provar,
fumar até Lucky Strike ser o meu perfume, 
confiar e desconfiar de certas pessoas,
sorrir só para a chata conversa atear o lume,
beber até viver as sete diferentes Lisboas
Amanhã vou dizer tudo o que tenho para dizer!
Dizer tudo o que sinto a rapariga que gosto.
Dizer ao velho amigo que o novo amigo é um cabrão
Dizer ao professor, que não tem jeito para o seu posto.
Passar a dizer já vai para já está.

Sem medo do desgosto, rejeição, humilhação.

Amanhã! Há coisas que são sempre para amanhã.
Outras que podem ser feitas no presente,
se lhe quiseres fazer frente.
Outras que pertencerão sempre ao passado,
por causa de momentos adiados.
Outras que o presente futuro trará,
nessa altura enganado, decidirás.
Amanhã! Há coisas que são sempre para amanhã.


Venha lá music:

Bipole!!!

Disorder!!!

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Thoughts


Silêncio

 
O silêncio eu detesto, prefiro o barulho bom ou mau, pelo menos quando estou acompanhado. Sei que há momentos em que o silêncio é a melhor opção, em momentos não na totalidade, também por vezes existe silencio que é compartilhado, partilhado não individualizado por uma parte.
O silêncio faz com que a minha cabeça navegue por planícies nada felizes, imagino sempre os tortos planos, os piores pensamentos que a outra parte está a magicar, este tipo de silêncio é como as costas de uma pessoa é inexpressivo. A ausência de expressão afecta a minha capacidade de julgamento, traz ao de cima a minha desconfiança na natureza humana, especialmente quando não espero este tipo de silêncio da outra parte, magoa o meu ego escondido que precisa de ser alimentado, fere o meu estúpido orgulho que por vezes me controla.
Preciso de ser alimentado ter retorno com palavras, expressões, comunicação senão o monstro que tenho escondido, cresce, desenvolve-se, apodera-se, toma controlo da minha boa pessoa e deixo de ser uma pessoa ensinada então atiro para magoar, destruir, são defesas primitivas da minha pessoa que pensa que assim não vai sair magoado, é o meu ego a querer sair por cima.
O silêncio mais que magoa e a razão atordoa. 
Pego na desvairada batuta como um maestro a toa
e dirijo uma enfurecida orquestra desalinhada. 
Na cabeça realizo vários dramas kafkanianos,  
planos surgem, desafinados continuam os pianos.
tudo por não compreender o silêncio gerado.
O monstro ergue-se alimentado pelo ego e orgulho,
tudo quero destruir como um vulcão irado.
Os dois jumentos fazem-me não ouvir nem ver nada,
enchem-me a farta e desconfiada cabeça de entulho.
Na escrita solto o lixo e a enraivecida besta,
a procura de uma epifania, explicação, resposta
um aliviar de pressão de toda esta confusão!




Bipole!!!

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Disorder!!!

Superheroes from Niall O'Brien on Vimeo.

Thoughts

Pessoas
Numa terra que lhe parece longínqua, num espaço que para lhe ser interessante a maior parte dele é imaginário, habita um rapaz, um rapaz que se sente pequeno, pequeno, pequeníssimo, apesar de ser grande. Sente-se pequeno por causa de momentos vividos, ou mal vividos, momentos que não o tornaram pigmeu por falta de dinheiro, objectivos, ambição, essa tralha materialista e primitiva já não lhe importa, mas por causa de momentos a nível de relacionamento com outras pessoas. Apesar de ele não ter dificuldades em relacionar-se com outras pessoas antes pelo contrário ele adora o contacto com outras pessoas, conhecer outras formas de pensar, gestos, dialectos, expressões, acredita que todo o individuo é único. Numa época ele estava feliz chegou a escrever o seguinte pensamento:

Se tivesse a possibilidade de ser Deus recusa-la-ia.
Se tivesse a oportunidade de ser uma estrela, recusa-la-ia.
A oportunidade mais bela que a vida me oferece é a de ser-humano.

Muita da sua ingenuidade perdeu-a com os pontapés na boca que a vida lhe foi dando ao longo do seu percurso, a leitura da obra de Kafka ajudou-o a compreender melhor as razões dos hematomas que por vezes sofria. Da sua leitura da obra retirou que os seres humanos não são perfeitos que a maior parte deles age por interesse próprio. O conhecimento da obra e as desilusões vividas nunca o prejudicaram no que toca a conhecer pessoas, devido a muito do relacionamento que tem com elas é superficial, também ele utiliza as pessoas para se divertir e passar o tempo. Ele sabe que uma vida de solidão e desconfiança, embora por momentos necessária leva a loucura o mais sólido homem se for constante.
No fundo o rapaz também sabia que era fútil e superficial afinal todo o homem é assim por mais inteligente, idiota, literato, analfabeto, todos possuem uma ponta de futilidade. 
Essa futilidade por mais parvo que pareça ser, ele extravasava junto de amigos, porque verdadeiros amigos conseguem ver além da futilidade que ele expressa nesse momento. 
Um dia ele conheceu alguém que pensou ser diferente que pensava da mesma forma mas que se expressava de maneira diferente, alguém que percebia a sua visão que a maior parte das pessoas que ele conhecia achava esquisita, ele então baixou as suas defesas mostrou a sua pessoa sem preocupações com a sua futilidade.
Falava com honestidade sem problemas o que lhe vinha a cabeça, um dia tudo mudou a conversa já não lhe interessa, as suas opiniões chateiam, o rapaz intrigado imagina o porque, mas não sabe mesmo qual foi a razão. 
Foi algo que ele disse, escreveu, fez ou não fez, uma mudança de cenário qualquer, que mais uma vez ele imagina e lá no fundo sabe o porquê, pois uma das características que o rapaz possui é a sua sagacidade, de conseguir pegar em duas décimas e somar um.
Para se sentir melhor, ele gosta de pensar que uma das razões é o facto de ser intimidador, a sua grandeza e honestidade assusta as pessoas!
O que lhe faz mais impressão é não receber uma explicação, a falta de honestidade, o silêncio gerado, ele sempre gostou da verdade por mais cruel que possa parecer ser.

As pessoas não são honestas faz-lhes confusão, hoje é mais fácil mentir, se mentirem não parecem tão más, não revelam o seu verdadeiro eu estão a camuflar a sua maldade "É para não magoar tanto" costumam dizer, tretas não querem é ouvir o outro lado, não o estão para suportar a isso rapaz chama-se falta de carácter.
No final qualquer pessoa age sempre a ter em conta primeiro o seu interesse nem que para isso magoe outras, o tempo faz-as esquecer das outras pessoas.
Não te preocupes rapaz, não te esqueças que todas as pessoas são assim, não vale a pena sentires pequeno, pequeno, pequeníssimo, lembra-te que não ages assim por isso és GRANDE GRANDE!

Às voltas anda a tua cabeça,
já sabes o resultado
mas mesmo assim.
Tentas, tentas...

Desistir não queres
sempre tentado
para saber qual o fim!
Tentas, tentas...


Por mais diferente que pareça
é tudo farinha do mesmo saco.
Mas gostas de o crivar!
Tentas, tentas...

A imagem mais que ilude,
a palavra esconde o asco, 
e com o acto desilude.
Tentas, tentas...

Tentas... 
para saber,
para sentir,
para sorrir,
para viver.

Sujeito a muitas melhorias, mas gosto de publicar ler e alterar.

E o momento musical:
 
 


Bipole!!!

Disorder!!!

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Thoughts


Presente
Sabes porque é que os homens oferecem rosas às mulheres? Os homens oferecem rosas às mulheres por causa dos espíritos que lá vivem, que despertam cada vez que uma mulher pega numa rosa.
Os espíritos adormecidos, acordam do seu estado de torpor para embarcarem numa odisseia.
Começam por atravessar o vale da incerteza, decorado por montes em forma de espinhos habitados por Hidras de Lerna que expelem o bafo venenoso. Para as poder derrotar, primeiro os espíritos com machados afiados por Ares, cortam as suas cabeças, de seguida queimam as feridas com um tição em brasa, impedindo-as  de a regenerar.
Após a conquista do vale, repousam em pétalas perfumadas, habitadas pelas musas que outrora habitaram no monte Parnaso.
Deitados nas pétalas são banhados pelas resteas da espuma de onde nasceu Afrodite. Revigorados partem dos seus formosos leitos, mais determinados do que nunca!
Adormecem as dores com seu perfume, dobram os cabos das tormentas,  derrotam adamastores, amolecem as almas que as medusas do destino empederneceram. Finalmente armados com os seus arcos apontam para o coração destroçado e disparam as suas flechas embevecidas pelo suor perfumado e encantado, curando todas as cicatrizes.
Para no final obterem o que as torna as mulheres deusas, o seu sorriso
No fim o objectivo não altruísta do homem é o de poder contemplar deusas!  
  
Ilha   
Nas suas caravelas navegam entre o mar cercado de escarpas negras, habitadas de algas que ficam por vezes presas na boca dos atrevidos marinheiros, Auxiliados pelo sopro interior de Bóreas retiram as algas que ficam presas nas suas línguas e com mastro sempre em riste atravessam as escapas negras em direcção de outra corrente tempestuosa. 
No inicio da corrente existe um remoinho que o forte casco do barco o engole afagando-o cuidadosamente com a ponta do casco o remoinho os marinheiros ultrapassam. A caravela navega agora calmamente nos ondas que desenham lábios no oceano e latejam com a passagem do navio.   
A caravela penetra agora num vale quente, humedecido e escuro que deixa os marinheiros num estado inebriante, adormecidos pelo prazer que o encanto do vale transmite. O capitão é desperto pela imagem de Afrodite reflectida no espelho que o avisa do feitiço que Hera lançou nesta paisagem de forma a impedir os marinheiros da sua viagem e ficar para sempre presos naquele vale. Rapidamente o capitão mostrou o espelho aos cinco melhores marinheiros para o ajudar a sair o mais rápido possível do vale antes que ficassem todos encarcerados eternamente no doce feitiço da venenosa Hera.  
Experientes e bem comandados os marinheiros conseguiram navegar a caravela e sair do vale. Ao sair do vale o resto da tripulação do estado extasiante despertou e aliviados ficaram quando o capitão do feitiço lhes contou. 
Seguiram viagem por um canal que visto de cima mais parecia uma racha, por causa dos dois montes que o ladeavam, no fim do canal encontrava-se a ilha, o destino do navio. 
Mas essa ilha estava protegida por Héstia a virgem que lá colocou um monstro de seu nome Adamastor que nenhum homem jamais o tinha conseguido derrotar.  Adamastor era um monstro feito de fumo negro e nauseabundo que cegava os tripulantes do navio, impossibilitando-os de navegar correctamente e conseguir atracar na ilha.  
Mais uma vez Afrodite veio ao auxílio dos valorosos marinheiros e através de Hermafrodito entregou ao capitão vendas que os protegiam do temeroso fumo que Adamastor exalava.   Confiante o capitão dirigiu-se a sua tripulação.  
- Homens vamos penetrar onde nenhum homem alguma vez penetrou, não tenhais medo os deuses estão connosco e nada poderá deter a nossa força de vontade.  Existe uma palavra que por nós não será pronunciada, NUNCA!  

Fontes de inspiração para a Ilha: Henry Miller, Charles Bukowski, Lusíadas e algumas músicas como:




entre outras...

Bipole!!!

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Thoughts

A acabar... A alterar... A guardar... A relembrar... A sonhar...

 
  
  
  
  
 


sábado, 13 de fevereiro de 2010

Thoughts

Caras de Pau
 

 



p.s caras de pau formato matutolas.
p.s.s não se deixem influenciar por este comentário.
p.s.s.s são caras de pau com uma grande tola.
 

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Bipole!!!

Disorder!!!

Thoughts

Sonho

O teu odor os meus poros invade,
conquista e amolece a dura epiderme.
O teu sorriso é a panaceia do meu verme,
transforma-me num homem sem idade. 
O teu olhar, claro e límpido, ilumina
como um farol o meu deviante rumo.
Os teus lábios, vigorosos de paixão 
são o meu vício a minha dopamina. 
O som da tua voz, cega como o fumo,
os demónios que à minha cabeça dão ala.
O calor, que o teu corpo exala,
aquece a minha acompanhada solidão.

Criar para errar, 
errar para criar.
1, 2, ,3  vezes o mesmo erro cometer, 
para no futuro o mesmo erro comer. 
Sim destruir o erro,
não o erro destruir. 
Aprender a conviver,
com o erro aprender.
Errar para melhorar, 
melhorar para errar.

Bipole!!!

Disorder!!!

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Thoughts


Rumo  
                              Catrapaz, já estás,
                              a brincar com as palavras.
Pum, Pum...         Transportes apanhar
toc, toc.                esta aí alguém?!
Swiff, Swiff...        Nas pessoas noto os seus movimentos,
splash, splash...  como gotas caiem pensamentos,
muah, muahhh.    mais um café tomar.
Piii, Piii...            "Tem autorização para entrar?"
pa, pa, pum!      "Próxima estação aborrecimento."
PLliii....                 Hocus Pocus, entro e saio, saio e entro.
bfff, bfff...              Mais um cigarro para desanuviar.
Troc, troc...          acelera o passo...
arghhhh....           isto não lembra a ninguém!
flasc, flasc.          Um cigarro mais um compasso.
Blá, Blá....            Aborrece-me a palha,
chop, chop...       burros os outros a comem,
pau, pau.            na testa os meus olhos batem.
Schuu,Fuuu...     O rio cheiro, o vento sinto,
trrr, rrrr...             no meu ser penetro.
bong, bong...     Os pensamentos surgem, a mente não encalha,
scrach, srach.    no papel as sensações pinto.
Pa, pa, Pum!    "Próxima estação alento!" 


                            Vida cheia de sons "mudos",
                            ensurdecem o meu mundo,
                            sons sem sentido.
                            Não a esta atroz cacofonia,
                            NÃO VOU VIVER ARREPENDIDO
                            quero criar a minha sinfonia.
                           



domingo, 7 de fevereiro de 2010

Bipole!!!

Gosto das Belas Coisas Claras e Sim­ples
Para quê alcançar os astros?! Para quê?! Para os desfo­lhar, por exemplo, como grandes flores de luz! Vê-los, vê-os toda a gente. De que serve então ser poeta se se é igual à outra gente toda, ao rebanho?... Eu não peço à Vida nada que ela me não tivesse prometido, e detesto-a e desdenho-a porque não soube cumprir nem uma das suas promessas em que, ingenuamente, acreditei, porque me mentiu, porque me traiu sempre. Mas não choro, não, como os portugueses chorões, não tenho nada de Jere­mias, pareço-me antes com Job, revoltado, gritando impreca­ções no seu monte de estrume. Não gosto de lágrimas, de fados nem de guitarras, gosto das belas coisas claras e sim­ples, das grandes ternuras perfeitas, das doces compreensões silenciosas, gosto de tudo, enfim, onde encontro um pouco de Beleza e de Verdade, de tudo menos do bípede humano, em geral, é claro, porque há ainda no mundo, graças a Deus, almas-astros onde eu gosto de me reflectir, almas de sinceri­dade e de pureza sobre as quais adoro debruçar a minha.

Florbela Espanca, in "Correspondência (1930)" 

fonte:citador

Disorder!!!